Nós: o Atlântico em solitário
A primeira vez que eu ouvi falar na história de Tamara Klink, eu fiquei maluco.
Eu precisava saber mais detalhes, saber exatamente o que ela fez, como ela fez, como ela se sentiu durante o processo etc etc etc...
Eu sempre fui meio fissurado por essas histórias de viagem em solitário. Exemplos como Into the Wild, The 4-Hour Workweek e Vagabonding ajudaram a construir (ou, talvez, apenas despertaram) a vontade de fazer algo parecido.
Ok. Talvez um pouco menos radical. Mas, enfim...
Na busca pela história de Tamara, encontrei essa entrevista dela pro Roda Viva:
E minha curiosidade só aumentou!
Esse ano, finalmente (!), consegui comprar a cópia física do segundo livro dela: Nós: o Atlântico em Solitário.
Criei uma expectativa bem grande pra conhecer melhor a história. Mas, confesso que, quando vi uma sequência de frases de efeito, logo no início do livro, pensei "hmm... sei não, talvez não seja exatamente o que eu tava esperando".
Porém, essa impressão ficou logo pra trás. O livro tem sim muitos trechos "instagramáveis" (alguns deles estão logo abaixo), mas, o que mais me prendeu e me fez terminar o livro em poucos dias, foi o relato detalhado da experiência vivida. Algumas vezes em termos um pouco mais técnicos, mas, principalmente, em termos pessoais, narrando como ela se sentiu no antes e no durante a viagem.
O livro é um diário, de peito aberto, humano e, muitas vezes, poético.
Uma bela leitura pra começar o ano :)









Ps.: engraçado que, enquanto lia os relatos e as aventuras de Tamara, me peguei pensando "se eu tivesse lido esse livro há alguns anos (talvez na idade dela), estaria maluco pensando em como arranjar dinheiro pra comprar um barco e como fazer pra sair navegando sozinho por aí". Saudades ser jovem hahahaha